terça-feira, 10 de dezembro de 2013


Clarice Lispector - Literatura Contemporânea
Clarice Lispector nasceu na Ucrânia, na aldeia Tchetchenilk, no ano de 1925. Os Lispector emigraram da Rússia para o Brasil no ano seguinte, e Clarice nunca mais voltou á pequena aldeia.
 Fixaram-se em Recife, onde a escritora passou a infância. Clarice tinha 12 anos e já era órfã de mãe quando a família mudou-se para o Rio de Janeiro. Entre muitas leituras, ingressou no curso de Direito, formou-se e começou a colaborar em jornais cariocas. Casou-se com um colega de faculdade em 1943. No ano seguinte publicava sua primeira obra: “Perto do coração selvagem”.
 A moça de 19 anos assistiu à perplexidade nos leitores e na crítica: quem era aquela jovem que escrevia "tão diferente"? Seguindo o marido, diplomata de carreira, viveu fora do Brasil por quinze anos. Dedicava-se exclusivamente a escrever. Separada do marido e de volta ao Brasil, passou a morar no Rio de Janeiro.
 Em 1976 foi convidada para representar o Brasil no Congresso Mundial de Bruxaria, na Colômbia. Claro que aceitou: afinal, sempre fora mística, supersticiosa, curiosa a respeito do sobrenatural. Em novembro de 1977 soube que sofria de câncer generalizado. No mês seguinte, na véspera de seu aniversário, morria em plena atividade literária e gozando do prestígio de ser uma das mais importantes vozes da literatura brasileira.
Suas principais obras foram: Perto do Coração Selvagem (1943); O Lustre (1946); A Cidade Sitiada (1949); A Mação no Escuro (1961); A Paixão Segundo GH (1964); Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres (1969); Água Viva (1973); A Hora da Estrela (1977).

Características de suas obras
Em sua primeira obra, Perto do coração selvagem, a autora faz despertar a surpresa e estranhamento dos críticos, pois sua obra não enquadrava nos programas depois modernistas, nem dos regionalistas do período anterior. Nos trabalhos da autora destacam o emprego intenso da metáfora, o fluxo da consciência e o rompimento com o enredo.



Graça Aranha – Pré - Modernismo
José Pereira da Graça Aranha Nordestino de São Luís do Maranhão, além de ser escritor foi um diplomata brasileiro, representando o nosso país em vários lugares do mundo. É considerado um imortal da Academia Brasileira de Letras, um pré modernista e ainda foi um dos que organizou a Semana de Artes Modernas no Brasil. Se era ou não uma grande influencia, acabou sendo afastada da Academia Brasileira por justamente querer induzir de sua maneira a Semana de Artes em 1924.
Antes de tudo isso acontecer, Graça Aranha teve reconhecimento para que fizesse parte da Academia Brasileira de Letras. O fato é que ele publicou uma obra que o deixou imortalizado, devido a tanta importância que teve, chamada de Canaã, em 1902.
Ela foi escrita enquanto exercia o cargo de juiz, primeiramente no Rio de Janeiro, mas depois numa cidade chamada Porto do Cachoeiro (hoje Santa Leopoldina), no Espírito Santo. Foi nessa ultima cidade em que Graça Aranha buscou elementos necessários para criar Canaã, onde mostrou ter algumas idéias diferentes e contraditórias.
Foi só então que começara a participar da Academia Brasileira de Letras em 1922 e se desligou em 1924, falecendo em 26 de janeiro de 1931 no Rio de Janeiro.
Suas principais obras foram: Canaã - 1902, Malazarte – 1911, A Estética da Vida – 1921, Espírito Moderno – 1925, Futurismo (manifesto de Marinetti e seus companheiros) – 1926, A Viagem Maravilhosa – 1929, O manifesto dos mundos sociais – 1935.


Características de suas obras

As características principais de Graça Aranha se apresentam
em sua obra como uma denúncia social bem própria do pré modernismo.
Ressaltando, por exemplo, os tipos humanos marginalizados: o sertanejo nordestino,
o caipira, os funcionários públicos, os mulatos e o problema dos imigrantes
na obra Canaã.
Uma ligação com fatos políticos, econômicos e sociais contemporâneos,
diminuindo a distância entre a realidade e a ficção



Tarsila do Amaral - Movimento Modernista
Nasceu em 1º de setembro de 1886 no município de Capivari, interior do Estado de São Paulo. Seu pai herdou apreciável fortuna e diversas fazendas na qual Tarsila passou a infância e adolescência.
          Estudou em São Paulo e completou seus estudos em Barcelona, na Espanha, onde pintou seu primeiro quadro, “Sagrado Coração de Jesus”, aos 16 anos. Começou a estudar escultura em 1916 com Zadig e Mantovani em São Paulo. Depois estudou desenho e pintura com Pedro Alexandrino. Em 1920 embarcou para a Europa e ingressou na Académie Julian em Paris.          Também frequentou o ateliê de Émile Renard. Em 1922 teve uma tela admitida no Salão Oficial dos Artistas Franceses. Nesse mesmo ano regressou ao Brasil e se integrou com os intelectuais do grupo modernista.
Fez parte do “grupo dos cinco” com Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e              Menotti del Picchia. Nesse tempo namorou o escritor Oswald de Andrade. Não teve participação na “Semana de 22”, mas, integrou-se ao Modernismo que surgia no Brasil, visto que na Europa estava fazendo estudos acadêmicos.

           Voltou à Europa em 1923 e teve contato com os modernistas que se encontravam (na Europa): intelectuais, pintores, músicos e poetas. Iniciou sua pintura “pau-brasil” cheio de cores e temas brasileiros.
           Em 1926 expos suas obras em Paris, obtendo grande sucesso. Casou-se no mesmo com Oswald de Andrade.

           Em 1928 pintou o “Abaporu” para dar de presente de aniversário a Oswald que se empolgou com a tela e criou o Movimento Antropofágico. É deste período a fase antropofágica da sua pintura. Em 1929 expõe individualmente pela primeira vez no Brasil. E separou-se de Oswald em 1930.

           Em 1933 pinta o quadro “Operários” e deu início à pintura social no Brasil.
           Nos anos 50 volta ao tema “pau brasil”. Participou em 1951 da I Bienal de São Paulo. Em 1963 teve uma sala especial na VII Bienal de São Paulo e no ano seguinte participou da XXXII Bienal de Veneza. Faleceu em São Paulo no dia 17 de janeiro de 1973.

Características de suas obras

- Uso de cores vivas
- Influência do 
cubismo (uso de formas geométricas)
- Abordagem de temas sociais, cotidianos e paisagens do Brasil
- Estética fora do padrão (influência do 
surrealismo na fase antropofágica)







quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Literatura Contemporânea



Após a Segunda Guerra Mundial, o Brasil inicia um novo período de sua história, esse é marcado pelo desenvolvimento econômico, pela democratização política e pelo surgimento de novas culturas tendências.

A geração de 45 marca essa mudança, com o objetivo de dar um novo aspecto aos meios de expressão a partir de uma pesquisa sobre a linguagem.
Os poetas da Geração 45 tomaram como modelo os poetas Parnasianos e Simbolistas, inicialmente, essa nova postura de criação poética foi defendida pela revista Orfeu, no ano de 1947. Nessa época, surgiria João Cabral de Melo Neto.

O traço formalizante caracteriza essa geração de poetas, muitas obras foram publicadas nessa época, os gêneros: conto e romance tiveram destaque. O regionalismo recuperou seu espaço, a sondagem psicológica foi desenvolvida, o espaço urbano foi, também, objeto de enfoque.

Antigamente, as obras literárias tinham somente um sentido, agora, ele tem um caráter variado. Uma rede de significações, que permite múltiplos níveis de leitura. É a chamada obra aberta, obra que não apresenta univocidade, ou seja, que existem muitas interpretações de um mesmo ponto. Daí a impressão de modernidade que um romance como Dom Casmurro, ou um conto como Missa do galo, nos transmitem até hoje.

Características da literatura contemporânea, como a relativização das certezas, a morte das utopias e a pluralidade temporal. Acredita-se ser esta uma tendência cada vez mais forte na literatura brasileira contemporânea.
Os escritores dessa geração que mais se destacaram foram: Rubem Braga, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Guimarães Rosa, Mário Palmério e outros.

Pré-Modernismo



Pré-Modernismo
O avanço da ciência e da tecnologia no começo do século XX trouxe novas à nós. O telefone, a lâmpada elétrica, o automóvel e o telégrafo começam a influenciar, a vida das pessoas.
Além dessas, a arte mostrou um inovado meio de comunicação, diversão e entretenimento: o cinema.


A literatura é vasta nos primeiros anos do século XX, provavelmente pelo fato de ter ocorrido a 1ª Guerra Mundial e as pessoas terem vivido uma época muito difícil.

Chamamos de Pré-Modernismo a essa fase de transição literária entre as escolas anteriores e a ruptura dos novos escritores com as mesmas.

Enquanto a Europa preparava-se para a guerra, o Brasil vivia a chamada política do “café-com-leite”, onde os grandes latifundiários do café dominavam a economia.

Ao passo que esta classe dominante e consumista seguia a moda europeia, as agitações sociais aconteciam principalmente no Nordeste.

Na Bahia, ocorre a famosa “Revolta de Canudos”, que inspirava a obra “Os Sertões” do escritor Euclides da Cunha. Em 1910, a rebelião “Revolta da chibata” era liderada por João Cândido, o “Almirante Negro”, contra os maus tratos vividos na Marinha.

Aos poucos, a República “café-com-leite” ficava em crise e em 1920 começam os burburinhos da Semana de Arte Moderna, que marcaria o início do Modernismo no Brasil.

Os principais escritores pré-modernistas são: Euclides da Cunha, Lima Barreto, Monteiro Lobato, Graça Aranha e Augusto dos Anjos.

As obras mais importantes do pré-modernismo são: “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, e “Canaã” de Graça Aranha.




segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Movimento Modernista

     Chama-se de movimento modernista o conjunto de movimentos culturais, escolas e estilos que permearam as artes e o design da primeira metade do século XX. Apesar de ser possível encontrar pontos de convergência entre os vários movimentos, eles em geral se diferenciam e até mesmo se antagonizam.
Encaixam-se nesta classificação a literatura, a arquitetura, design, pintura, escultura, teatro e a música modernas.
    O movimento modernista baseou-se na ideia de que as formas tradicionais das artes plásticas, literatura, design, organização social e da vida cotidiana tornaram-se ultrapassadas, e que se fazia fundamental deixá-las de lado e criar no lugar uma nova cultura. Esta constatação apoiou a ideia de reexaminar cada aspecto da existência, do comércio à filosofia, com o objetivo de achar o que seriam as "marcas antigas" e substituí-las por novas formas, e possivelmente melhores, de se chegar ao "progresso". Em essência, o movimento moderno argumentava que as novas realidades do século XX eram permanentes e eminentes, e que as pessoas deveriam se adaptar a suas visões de mundo a fim de aceitar que o que era novo era também bom e belo.
     Pode-se dizer que a proposta modernista era de uma ruptura estética quase completa com o engrossamento da arte encontrado nas escolas anteriores e de uma ampliação dos horizontes dessa arte antes delimitada pelos padrões académicos. Em paralelo à ruptura, não se pode negar o desejo dos escritores em conhecer e explorar o passado como fonte de criação, não como norma para se criar.
    Como manifestações desse desejo por ruptura, que ao mesmo tempo respeitavam obras da tradição literária, temos o Manifesto da Poesia Pau-Brasil, o livro Macunaíma, o retrato de brasileiros através das influências cubistas de Tarsila do Amaral, o livro Casa Grande & Senzala, dentre inúmeros outros. Revistas da época também se dedicaram ao tema, tais como Estética, Klaxon e Antropofagia, que foram meios de comunicação entre o movimento, os artistas e a sociedade.

 Abaporu, "o comedor de gente", em tupi guarani, obra de Tarsila do Amaral, uma das marcas registradas do Modernismo no Brasil

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Olá, tudo bem?


  Nosso grupo, da turma 321 da escola ETEP de Portão, composto por André, Betina, Diego, João e Sandra, criou o blog com principal intuito de levar a cultura literária brasileira ao público da internet. De inicio nosso foco principal é o pré-modernismo, modernismo e literatura contemporânea

   O pré-modernismo foi um período literário brasileiro, que marcou a transição do simbolismo e o movimento modernista. Teve como principais autores, Euclides da Cunha, Simões Lopes Neto e Monteiro Lobato que revolucionou a literatura brasileira.
 
    Movimento modernista foi um conjunto de movimentos culturais, escolas e estilos que influenciaram as artes e o design dos anos 50. O modernismo teve seu marco inicial com a realização da Semana Arte Moderna, que ocorreu  em 1922  em São Paulo.

    O período da literatura contemporânea é marcado pelo desenvolvimento econômico, democratização politica e pelo surgimento de novas tendencias artísticas. As manifestações literárias deste período são caraterizadas  por uma principal influencia: pela permanência de uns autores ja consagrados como João Cabral e Carlos Drummond de Andrade.